Nós: O Atlântico em Solitário, de Tamara Klink | “É assim que tudo acaba: com um novo começo”
9 de janeiro de 2026
“É preciso ir longe, pelo menos uma vez na vida, para descobrir o prazer de estar de volta.”
Deitada sobre o manto de areia,
Observo o céu estrelado e reverencio os astros como se brilhassem para mim.
A terra firme que outrora foi meu refúgio,
Hoje me engole e me obriga a atracar nas suas camadas mais profundas.
As estrelas agora parecem estar no mar,
E num tom de aviso para não me aproximar, parece que só faz é me puxar,
Quase como se me dissesse ser o único com o poder de me salvar.
Suas águas profundas entoam meu nome como no canto de uma sereia.
Submersa na vasta imensidão do azul do mar,
Vejo que estou só e incompleta.
Um feixe de luz irrompe na escuridão.
Os sonhos me chamam de volta a superfície.
Como um barco a navegar,
Agora somos eu, as estrelas e as ondas do mar.
“O medo de não conseguir partir se torna maior do que o medo de não completar a viagem.”
“Será preciso aceitar que o barco nunca estará pronto. Nem eu.” “E que jamais terei certeza de que saberei fazer um caminho que nunca fiz.”
“O resto do mundo não para só porque a gente se isolou dele.”
“O primeiro perigo estava em ficar no lugar de onde eu vim, renunciar à pequena possibilidade do sonho e, todo dia, tomar a mesma decisão de adiar a descoberta de mim mesma.”