A Caça (2012), de Thomas Vinterberg | A sua verdade tem lugar?

Sinopse

Lucas acaba de dar entrada em seu divórcio. Ele tem um novo emprego na creche local, uma nova namorada e está ansioso pela visita de natal de seu filho, Marcus. 

Mas o espírito de natal desaparece quando Klara, uma aluna de cinco anos de idade, faz uma acusação de abuso contra Lucas, o que desencadeia o ódio de toda a comunidade em que ele vive.

Perante o poder da mentira, todos estamos destinados a uma queda fatal.

À medida em que sufoca a dúvida, o mundo se encolhe perante a força da sua presença.

E este parece ser um caminho sem volta. Uma vez convencido de que a mentira se fez realidade, é custoso desacreditar dos monstros que criamos e alimentamos.

Haveria, então, um caminho para se apoderar da verdade absoluta?

Nessa corrida incessante pelo monopólio da narrativa, é preciso ser hábil com as palavras.

Se não faz parte do clã dos convincentes, sua versão da verdade não tem lugar. 

A queda fatal se aproxima quando começa a se indagar qual outra possibilidade haveria senão aquela contada pela mentira.

A fim de que espalharam essa narrativa?

Em um mundo repleto de contradições, a mentira se alastra com uma certa facilidade. 

Corre no boca a boca tal como uma sinfonia. Sua melodia é muito atraente, parece até que foi feita sob medida para hipnotizar os seus ouvintes.

Imerso nesta teia de falsas verdades, a bússola que outrora indicava meu Norte cessa de existir.

Minha verdade parece habitar outro continente e eu já não mais reconheço a distância que nos separa.

Embriagado pelas notas sedutoras destas tantas melodias, cambaleio pelas ruas lúgubres que engoliram a partitura uma vez escrita por mim.

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