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	<title>Psicóloga Carolina Procida</title>
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	<description>Psicoterapia online</description>
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	<title>Psicóloga Carolina Procida</title>
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		<title>A dor do arrependimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 20:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em algum momento da vida, quase todos nós já nos perguntamos:E se eu tivesse escolhido diferente? E se eu tivesse ficado?E se eu tivesse ido?E se eu tivesse dito?E se eu tivesse me calado? O arrependimento nasce nesse espaço entre o que foi e o que poderia ter sido. Ele faz questão de de mostrar que dói porque revela que outras possibilidades existiam naquele momento e que já não podemos voltar no tempo para vivê-las. Assim, o arrependimento não é apenas tristeza pelo passado, é a consciência tardia de uma possibilidade perdida. Mas, não deveríamos nos indagar “por que me arrependo?”, e sim o que o arrependimento significa? Cada escolha que fazemos elimina outras tantas possibilidades, por exemplo, ao aceitar um trabalho, deixamos de aceitar outro; ao entrar numa relação, abrimos mão de tantas as outras; ao dizer “sim”, inevitavelmente dizemos “não” a algo mais. Isso nos mostra que estamos condenados à liberdade, o que significa que não escolher também é uma escolha. E toda escolha carrega responsabilidade. O arrependimento, então, surge quando tomamos consciência dessa responsabilidade depois que o tempo já passou. Mas, é importante lembrar que nenhuma decisão é feita a partir de uma consciência futura. Nós escolhemos sempre com os recursos emocionais, simbólicos e existenciais que temos naquele momento, ou seja, o “eu” que decidiu não é exatamente o mesmo “eu” que hoje julga a decisão. E nesse cenário, talvez o que realmente machuque não seja apenas a decisão que foi tomada, mas perceber que, hoje, escolheríamos diferente. Muitas vezes, o arrependimento não se refere apenas ao ato em si, mas à imagem que temos de nós mesmos. Não é apenas “eu fiz isso”.É “eu não deveria ter sido esse tipo de pessoa”. Existe aí um confronto entre o eu concreto — situado, atravessado por medos, limites, circunstâncias — e um eu idealizado, que imaginamos que deveria ter agido com mais coragem, maturidade ou clareza. Pensando nisso, estamos sempre em um mundo que já nos antecede, mergulhados em expectativas, normas e discursos do “se”: “Se faz assim.”, “Se deve escolher isso.”, “Se espera tal postura.”. Às vezes nos arrependemos não porque traímos nossos próprios valores, mas porque não correspondemos a um ideal, seja nosso ou alheio. O arrependimento, então, revela não apenas o passado, mas também nossas exigências atuais. Há algo no arrependimento que toca diretamente a experiência da finitude, pois ele nos lembra que o tempo não é reversível. Não podemos voltar para aquela conversa e responder diferente.Não podemos refazer aquela escolha nas mesmas condições.Não podemos ser, novamente, quem éramos. Isso pode gerar culpa, ruminação, autopunição, mas também pode gerar lucidez. O arrependimento é uma forma de consciência ampliada, logo ele só existe porque algo em nós mudou. Só nos arrependemos porque já não habitamos exatamente a mesma posição existencial de antes. Nesse sentido, o arrependimento é também um sinal de transformação. O problema não é sentir arrependimento. O problema é o que fazemos com ele. Podemos transformá-lo em uma prisão, repetindo mentalmente cenários alternativos que jamais se realizarão, ou podemos reconhecê-lo como um marco: ali estava o limite de quem eu era naquele momento, mas hoje, talvez eu possa escolher diferente. O arrependimento não existe para nos condenar, mas sim para nos lembrar que ainda estamos nos tornando.Não podemos mudar o passado, mas o que podemos fazer daqui em diante são escolhas que ainda estão em aberto. O arrependimento nos lembra que viver é se arriscar e quem nunca arrisca, talvez seja tomado por outro tipo de dor: a das possibilidades que nunca chegaram a existir.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em algum momento da vida, quase todos nós já nos perguntamos:<br><em>E se eu tivesse escolhido diferente?</em></p>



<p>E se eu tivesse ficado?<br>E se eu tivesse ido?<br>E se eu tivesse dito?<br>E se eu tivesse me calado?</p>



<p>O arrependimento nasce nesse espaço entre o que foi e o que poderia ter sido. </p>



<p>Ele faz questão de de mostrar que dói porque revela que outras possibilidades existiam naquele momento e que já não podemos voltar no tempo para vivê-las. Assim, o arrependimento não é apenas tristeza pelo passado, é a consciência tardia de uma possibilidade perdida.</p>



<p>Mas, não deveríamos nos indagar “por que me arrependo?”, e sim <strong>o que o arrependimento significa?</strong></p>



<p>Cada escolha que fazemos elimina outras tantas possibilidades, por exemplo, ao aceitar um trabalho, deixamos de aceitar outro; ao entrar numa relação, abrimos mão de tantas as outras; ao dizer “sim”, inevitavelmente dizemos “não” a algo mais.</p>



<p>Isso nos mostra que estamos condenados à liberdade, o que significa que <em>não escolher</em> também é uma escolha. E toda escolha carrega responsabilidade.</p>



<p>O arrependimento, então, surge quando tomamos consciência dessa responsabilidade depois que o tempo já passou.</p>



<p>Mas, é importante lembrar que nenhuma decisão é feita a partir de uma consciência futura. Nós escolhemos sempre com os recursos emocionais, simbólicos e existenciais que temos naquele momento, ou seja, o “eu” que decidiu não é exatamente o mesmo “eu” que hoje julga a decisão.</p>



<p>E nesse cenário, talvez o que realmente machuque não seja apenas a decisão que foi tomada, mas perceber que, hoje, escolheríamos diferente. </p>



<p>Muitas vezes, o arrependimento não se refere apenas ao ato em si, mas à imagem que temos de nós mesmos.</p>



<p>Não é apenas “eu fiz isso”.<br>É “eu não deveria ter sido esse tipo de pessoa”.</p>



<p>Existe aí um confronto entre o eu concreto — situado, atravessado por medos, limites, circunstâncias — e um eu idealizado, que imaginamos que deveria ter agido com mais coragem, maturidade ou clareza.</p>



<p>Pensando nisso, estamos sempre em um mundo que já nos antecede, mergulhados em expectativas, normas e discursos do “se”: <em>“Se faz assim.”</em>, <em>“Se deve escolher isso.”</em>, <em>“Se espera tal postura.”</em>.</p>



<p>Às vezes nos arrependemos não porque traímos nossos próprios valores, mas porque não correspondemos a um ideal, seja nosso ou alheio. O arrependimento, então, revela não apenas o passado, mas também nossas exigências atuais.</p>



<p>Há algo no arrependimento que toca diretamente a experiência da finitude, pois ele nos lembra que o tempo não é reversível.</p>



<p>Não podemos voltar para aquela conversa e responder diferente.<br>Não podemos refazer aquela escolha nas mesmas condições.<br>Não podemos ser, novamente, quem éramos.</p>



<p>Isso pode gerar culpa, ruminação, autopunição, mas também pode gerar lucidez.</p>



<p>O arrependimento é uma forma de consciência ampliada, logo ele só existe porque algo em nós mudou. Só nos arrependemos porque já não habitamos exatamente a mesma posição existencial de antes.</p>



<p>Nesse sentido, o arrependimento é também um sinal de transformação.</p>



<p>O problema não é sentir arrependimento. O problema é o que fazemos com ele.</p>



<p>Podemos transformá-lo em uma prisão, repetindo mentalmente cenários alternativos que jamais se realizarão,  ou podemos reconhecê-lo como um marco: ali estava o limite de quem eu era naquele momento, mas hoje, talvez eu possa escolher diferente.</p>



<p>O arrependimento não existe para nos condenar, mas sim para nos lembrar que ainda estamos nos tornando.<br>Não podemos mudar o passado, mas o que podemos fazer daqui em diante são escolhas que ainda estão em aberto.<br><p style="margin: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: normal; font-size: 13px; line-height: normal; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;; font-size-adjust: none; font-kerning: auto; font-variant-alternates: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-position: normal; font-variant-emoji: normal; font-feature-settings: normal; font-optical-sizing: auto; font-variation-settings: normal; min-height: 15px;"></p><br>O arrependimento nos lembra que viver é se arriscar e quem nunca arrisca, talvez seja tomado por outro tipo de dor: a das possibilidades que nunca chegaram a existir.</p>



<p></p>
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		<title>A Garota Canhota (2025) &#124; O que acontece quando aprendemos que algo em nós precisa ser corrigido?</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/analise-do-filme-a-garota-canhota/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 16:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lançado em 2025, A Garota Canhota acompanha a história de três mulheres que tentam reconstruir a vida em Taipei, Taiwan. O que começa como um retrato simples de sobrevivência urbana revela, aos poucos, conflitos silenciosos sobre identidade, pertencimento e os papéis que aprendemos a ocupar dentro da família. No centro da história está I-Jing, uma menina canhota que escuta do avô que usar a mão esquerda é errado &#8211; “a mão do diabo”. O que poderia parecer apenas uma superstição revela algo mais profundo: quando um traço espontâneo é constantemente corrigido, a criança começa a desconfiar de si. Não é apenas sobre qual mão usar, é sobre aprender, cedo demais, que algo em você precisa ser ajustado para que sua existência seja validada. No cotidiano, essa “mão esquerda” assume muitas formas: o excesso de sensibilidade, intensidade, silêncio demasiado ou desejo descabido. Aos poucos, a pessoa aprende a se adaptar e, ao mesmo tempo, se fragmenta. Mas a narrativa não fala apenas da criança. Há algo especialmente delicado na posição de I-Ann, a filha mais velha. Em muitas famílias, ser a primogênita carrega o peso de perceber antes, ceder antes e de sustentar. Em contextos de instabilidade, a filha mais velha frequentemente ocupa um lugar silencioso de apoio, mas não porque alguém formaliza isso, e sim porque alguém precisa, e ela está ali. O risco é que, quando a função se torna central demais, a identidade pode se confundir com o papel. Essa posição costuma carregar uma culpa difusa: culpa por desejar autonomia, por falhar, por querer sair do lugar que é o esperado; como se escolher a si mesma fosse uma forma de traição ao sistema que depende dela. O avô representa a norma, a tradição que promete pertencimento em troca de adequação. Ajuste-se e você será aceito. Mas toda adaptação tem um limite.Até que ponto é possível se ajustar sem se abandonar? Cada personagem tenta sobreviver dentro das possibilidades que tem. O que emerge, de forma discreta, é a possibilidade de permanecer, na relação, com as responsabilidades, sem se apagar no processo. Talvez o maior questionamento que a história deixa seja este: Em que momento da nossa vida aprendemos que algo em nós precisava ser corrigido?E o que fizemos com essa parte?Escondemos? Adaptamos?Ou ainda estamos tentando recuperá-la?</p>
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<p>Lançado em 2025, <em>A Garota Canhota</em> acompanha a história de três mulheres que tentam reconstruir a vida em Taipei, Taiwan. O que começa como um retrato simples de sobrevivência urbana revela, aos poucos, conflitos silenciosos sobre identidade, pertencimento e os papéis que aprendemos a ocupar dentro da família.</p>



<p>No centro da história está I-Jing, uma menina canhota que escuta do avô que usar a mão esquerda é errado &#8211; “a mão do diabo”. O que poderia parecer apenas uma superstição revela algo mais profundo: quando um traço espontâneo é constantemente corrigido, a criança começa a desconfiar de si.</p>



<p>Não é apenas sobre qual mão usar, é sobre aprender, cedo demais, que algo em você precisa ser ajustado para que sua existência seja validada.</p>



<p>No cotidiano, essa “mão esquerda” assume muitas formas: o excesso de sensibilidade, intensidade, silêncio demasiado ou desejo descabido. Aos poucos, a pessoa aprende a se adaptar e, ao mesmo tempo, se fragmenta.</p>



<p>Mas a narrativa não fala apenas da criança.</p>



<p>Há algo especialmente delicado na posição de I-Ann, a filha mais velha. Em muitas famílias, ser a primogênita carrega o peso de perceber antes, ceder antes e de sustentar. Em contextos de instabilidade, a filha mais velha frequentemente ocupa um lugar silencioso de apoio, mas não porque alguém formaliza isso, e sim porque alguém precisa, e ela está ali.</p>



<p>O risco é que, quando a função se torna central demais, a identidade pode se confundir com o papel. Essa posição costuma carregar uma culpa difusa: culpa por desejar autonomia, por falhar, por querer sair do lugar que é o esperado; como se escolher a si mesma fosse uma forma de traição ao sistema que depende dela.</p>



<p>O avô representa a norma, a tradição que promete pertencimento em troca de adequação. <br>Ajuste-se e você será aceito.</p>



<p>Mas toda adaptação tem um limite.<br>Até que ponto é possível se ajustar sem se abandonar?</p>



<p>Cada personagem tenta sobreviver dentro das possibilidades que tem.</p>



<p>O que emerge, de forma discreta, é a possibilidade de permanecer, na relação, com as responsabilidades, sem se apagar no processo.</p>



<p>Talvez o maior questionamento que a história deixa seja este:</p>



<p>Em que momento da nossa vida aprendemos que algo em nós precisava ser corrigido?<br>E o que fizemos com essa parte?<br>Escondemos? Adaptamos?<br>Ou ainda estamos tentando recuperá-la?</p>
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		<title>Repetição na terapia</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/repeticao-na-terapia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 00:06:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sempre falo dos mesmos assuntos na terapia, isso é um problema? Mudam os cenários, mudam as pessoas, mudam as circunstâncias, mas algo parece permanecer igual: relações que terminam do mesmo modo, escolhas que levam ao mesmo impasse, sensações recorrentes de insuficiência, abandono ou fracasso. Na perspectiva fenomenológico-existencial, essas repetições não são vistas como erros, resistências ou falta de esforço. Elas revelam algo mais profundo: um modo de existir. O ser humano não “tem” um passado como quem guarda um objeto numa gaveta. Nós somos históricos, ou seja, o que vivemos não fica para trás, mas sim, continua operando como maneira de compreender o mundo, os outros e a nós mesmos. Por isso, certos temas retornam, entretanto, não como coincidência, mas como expressão de uma história que ainda organiza nossas possibilidades. A repetição, nesse sentido, não é apenas um comportamento que se repete, é uma forma de relação que se mantém. O sofrimento psíquico expressa uma forma de mundo, de modo que cada pessoa habita um mundo próprio, composto por suas experiências, vínculos e expectativas. Quando algo se repete de maneira rígida, isso pode indicar que o mundo vivido se tornou estreito, oferecendo sempre as mesmas possibilidades. Então, o futuro passa a ser antecipado como ameaça ou fracasso e o passado domina o presente. Em vista disso, é possível compreender que não é apenas a situação que se repete, mas o horizonte de possibilidades que permanece limitado. Na terapia, olhar para aquilo que se repete é abrir espaço para que esse mundo, pouco a pouco, se amplie. Ao longo das sessões, o que se repete começa a ganhar contorno, linguagem, historicidade. Aquilo que antes aparecia como “sempre acontece” pode, pouco a pouco, ser compreendido em seu sentido. E quando o sentido se torna mais claro, a repetição tende a perder sua rigidez. Não necessariamente desaparece, mas deixa de aprisionar e a partir disso novas possibilidades começam a surgir. Esse processo de compreensão da repetição não significa apagar a história que você viveu, consiste em retomá-la de uma forma mais própria e poder transformá-la. Texto fundamentado na fenomenologia existencial de Martin Heidegger e Ludwig Binswanger.</p>
<p>O post <a href="https://psicoprocida.com.br/repeticao-na-terapia/">Repetição na terapia</a> apareceu primeiro em <a href="https://psicoprocida.com.br">Psicóloga Carolina Procida</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu sempre falo dos mesmos assuntos na terapia, isso é um problema? </p>



<div style="height:71px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Mudam os cenários, mudam as pessoas, mudam as circunstâncias, mas algo parece permanecer igual: relações que terminam do mesmo modo, escolhas que levam ao mesmo impasse, sensações recorrentes de insuficiência, abandono ou fracasso.</p>



<p>Na perspectiva fenomenológico-existencial, essas repetições não são vistas como erros, resistências ou falta de esforço. Elas revelam algo mais profundo: um modo de existir.</p>



<p>O ser humano não “tem” um passado como quem guarda um objeto numa gaveta. Nós somos históricos, ou seja, o que vivemos não fica para trás, mas sim, continua operando como maneira de compreender o mundo, os outros e a nós mesmos. Por isso, certos temas retornam, entretanto, não como coincidência, mas como expressão de uma história que ainda organiza nossas possibilidades.</p>



<p>A repetição, nesse sentido, não é apenas um comportamento que se repete, é uma forma de relação que se mantém.</p>



<p>O sofrimento psíquico expressa uma forma de mundo, de modo que cada pessoa habita um mundo próprio, composto por suas experiências, vínculos e expectativas.</p>



<p>Quando algo se repete de maneira rígida, isso pode indicar que o mundo vivido se tornou estreito, oferecendo sempre as mesmas possibilidades. Então, o futuro passa a ser antecipado como ameaça ou fracasso e o passado domina o presente. Em vista disso, é possível compreender que não é apenas a situação que se repete, mas o horizonte de possibilidades que permanece limitado.</p>



<p>Na terapia, olhar para aquilo que se repete é abrir espaço para que esse mundo, pouco a pouco, se amplie.</p>



<p>Ao longo das sessões, o que se repete começa a ganhar contorno, linguagem, historicidade. Aquilo que antes aparecia como “sempre acontece” pode, pouco a pouco, ser compreendido em seu sentido.</p>



<p>E quando o sentido se torna mais claro, a repetição tende a perder sua rigidez. Não necessariamente desaparece, mas deixa de aprisionar e a partir disso novas possibilidades começam a surgir.</p>



<p>Esse processo de compreensão da repetição não significa apagar a história que você viveu, consiste em retomá-la de uma forma mais própria e poder transformá-la.</p>



<div style="height:41px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Texto fundamentado na fenomenologia existencial de Martin Heidegger e Ludwig Binswanger.</em></p>



<p></p>
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		<title>O Agente Secreto &#124; O que Henrique Ghirotti representa?</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/analise-do-filme-o-agente-secreto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 22:05:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Agente Secreto&#160;é uma obra nos permite reconhecer modos de existir que atravessam o nosso tempo. Isso porque, mais do que narrar uma história situada no passado, o filme tensiona formas de poder que seguem operando no presente, muitas vezes de maneira discreta e legitimada. Neste texto, proponho um recorte específico: uma análise do personagem Henrique Ghirotti, interpretado por Luciano Chirolli. O interesse não está em classificá-lo como vilão, mas em compreender o modo de existência que ele encarna: sustentado por garantias, pela ausência de risco e pela naturalização do direito de destruir. Ghirotti não se impõe pelo grito nem pela violência ostensiva, pelo contrário, ele raramente se exalta. Age como alguém que não precisa se justificar, pois suas decisões aparecem revestidas de normalidade, mesmo quando produzem perdas irreversíveis. Esse tipo de vilania desloca porque rompe com a imagem clássica do vilão como alguém dominado pelo excesso ou pela paixão. Ghirotti se percebe como racional, eficiente, moderno, representando uma elite que não se vê como vilã. Por isso, a violência, em seu caso, não se apresenta como brutalidade, mas como procedimento. Do ponto de vista psicológico, algo fundamental se perde na forma como Ghirotti se relaciona com o mundo: o reconhecimento do outro como um outro legítimo. As pessoas não aparecem como sujeitos de experiência, mas como obstáculos, recursos ou ameaças a serem administradas. Ele habita um mundo no qual ele não se sente vulnerável. Seu corpo não é atravessado pelo medo, sua fala não carrega hesitação. Ele se move como alguém que não precisa se justificar diante do mundo, porque o mundo já lhe pertence. Esse tipo de poder costuma se manifestar de forma discreta. Ele aparece, por exemplo, quando uma denúncia nunca avança, quando um alguém te pede para fazer vista grossa diante de uma injustiça porque não vale a pena o desgaste, quando o constrangimento é tratado como mal-entendido e o prejuízo fica com quem tem menos prestígio. E tudo segue funcionando, abafam os escândalos e não surgem rupturas. É por isso que a vilania de Ghirotti não soa exagerada. Ela se parece demais com formas de violência que já vimos, ou vivemos, em ambientes ou com pessoas que se dizem racionais, técnicas e neutras. Em contraste com Armando, que vive sob ameaça constante, e com Dona Sebastiana, que sustenta a vida no cotidiano, Ghirotti existe em um mundo onde o risco não o alcança. Ele não precisa se esconder, não precisa negociar sua existência. Essa assimetria é central no filme: enquanto uns vivem com medo, outros vivem com garantias; enquanto uns precisam se deslocar para sobreviver, outros permanecem intocados, independentemente do que façam.&#160; Talvez o desconforto que Henrique Ghirotti provoca esteja no fato de ele não ser exagerado nem distante. Ele é possível, reconhecível e familiar. Ao olhar para esse personagem, notamos que ele se mostra como um sintoma, um retrato de como certas formas de poder continuam operando: impunes e letais. E talvez por isso ele seja tão reconhecível no nosso cotidiano. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Psicóloga Carolina Procida (@psico.procida)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>O Agente Secreto</em>&nbsp;é uma obra nos permite reconhecer modos de existir que atravessam o nosso tempo. Isso porque, mais do que narrar uma história situada no passado, o filme tensiona formas de poder que seguem operando no presente, muitas vezes de maneira discreta e legitimada.</p>



<p>Neste texto, proponho um recorte específico: uma análise do personagem Henrique Ghirotti, interpretado por Luciano Chirolli. O interesse não está em classificá-lo como vilão, mas em compreender o modo de existência que ele encarna: sustentado por garantias, pela ausência de risco e pela <strong>naturalização do direito de destruir</strong>.</p>



<p>Ghirotti não se impõe pelo grito nem pela violência ostensiva, pelo contrário, ele raramente se exalta. Age como alguém que não precisa se justificar, pois suas decisões aparecem revestidas de normalidade, mesmo quando produzem perdas irreversíveis.</p>



<p>Esse tipo de vilania desloca porque rompe com a imagem clássica do vilão como alguém dominado pelo excesso ou pela paixão. Ghirotti se percebe como racional, eficiente, moderno, representando uma elite que <strong>não se vê como vilã</strong>. Por isso, a violência, em seu caso, não se apresenta como brutalidade, mas como procedimento.</p>



<p>Do ponto de vista psicológico, algo fundamental se perde na forma como Ghirotti se relaciona com o mundo: o reconhecimento do outro como um outro legítimo. As pessoas não aparecem como sujeitos de experiência, mas como obstáculos, recursos ou ameaças a serem administradas.</p>



<p>Ele habita um mundo no qual ele não se sente vulnerável. Seu corpo não é atravessado pelo medo, sua fala não carrega hesitação. Ele se move como alguém que não precisa se justificar diante do mundo, porque o mundo já lhe pertence.<br><br>Esse tipo de poder costuma se manifestar de forma discreta. Ele aparece, por exemplo, quando uma denúncia nunca avança, quando um alguém te pede para fazer vista grossa diante de uma injustiça porque não vale a pena o desgaste, quando o constrangimento é tratado como mal-entendido e o prejuízo fica com quem tem menos prestígio. E tudo segue funcionando, abafam os escândalos e não surgem rupturas.</p>



<p>É por isso que a vilania de Ghirotti não soa exagerada. Ela se parece demais com formas de violência que já vimos, ou vivemos, em ambientes ou com pessoas que se dizem racionais, técnicas e neutras.</p>



<p>Em contraste com Armando, que vive sob ameaça constante, e com Dona Sebastiana, que sustenta a vida no cotidiano, Ghirotti existe em um mundo onde <strong>o risco não o alcança</strong>. Ele não precisa se esconder, não precisa negociar sua existência.</p>



<p>Essa assimetria é central no filme: enquanto uns vivem com medo, outros vivem com garantias; enquanto uns precisam se deslocar para sobreviver, outros permanecem intocados, independentemente do que façam.&nbsp;</p>



<p>Talvez o desconforto que Henrique Ghirotti provoca esteja no fato de ele não ser exagerado nem distante. Ele é possível, reconhecível e familiar. Ao olhar para esse personagem, notamos que ele se mostra como um <strong>sintoma</strong>, um retrato de como certas formas de poder continuam operando: impunes e letais. E talvez por isso ele seja tão reconhecível no nosso cotidiano.</p>



<p></p>



<div style="height:73px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DUHJF3cEQLv/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DUHJF3cEQLv/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DUHJF3cEQLv/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">Um post compartilhado por Psicóloga Carolina Procida (@psico.procida)</a></p></div></blockquote>
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		<item>
		<title>Cenas de um Casamento (2021), dirigido por Hagai Levi &#124; Todo casamento é um conto de fadas?</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/todo-casamento-e-um-conto-de-fadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 17:59:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A série acompanha Mira (Jessica Chastein), uma executiva bem-sucedida, e Jonathan (Oscar Isaac), um professor de filosofia, enquanto enfrentam a inevitável dissolução de um casamento que parecia sólido — com discussões, traições, reconciliações e confrontos que expõem o que muitas vezes fica no não dito no dia a dia. Somos convidados a refletir sobre o fato de não existirmos isolados, mas sempre em relação: com os outros, com o tempo, com os papéis que ocupamos. Vemos na série não apenas o fim de um casamento, mas o abalo das identidades que se sustentavam dentro dele. Mira e Jonathan não sofrem apenas pela separação; sofrem porque perdem as narrativas que davam sentido às suas existências: “sou marido”, “sou esposa”, “somos uma família”. Quando essas estruturas ruem, surge uma enorme angústia, um desconforto profundo diante do vazio de sentido. A partir daí, eles se veem forçados a encarar perguntas que antes evitavam: “Quem sou eu quando deixo de ser parte desse nós?” “O que realmente quero, e não apenas o que esperam de mim?” O sofrimento do casal não vem apenas da separação, mas do luto por aquilo que acreditavam ser definitivo. Esse conflito abre espaço para uma existência mais autêntica, ainda que atravesse perdas, culpa e solidão. Confira o trailer da série! Se você ainda não assistiu, vale a pena adicionar na sua lista de séries para ver!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A série acompanha <strong>Mira</strong> (Jessica Chastein), uma executiva bem-sucedida, e <strong>Jonathan</strong> (Oscar Isaac), um professor de filosofia, enquanto enfrentam a inevitável dissolução de um casamento que parecia sólido — com discussões, traições, reconciliações e confrontos que expõem o que muitas vezes fica no não dito no dia a dia.</p>



<p>Somos convidados a refletir sobre o fato de não existirmos isolados, mas sempre em relação: com os outros, com o tempo, com os papéis que ocupamos. </p>



<p>Vemos na série não apenas o fim de um casamento, mas o abalo das identidades que se sustentavam dentro dele.</p>



<p>Mira e Jonathan não sofrem apenas pela separação; sofrem porque perdem as narrativas que davam sentido às suas existências: “sou marido”, “sou esposa”, “somos uma família”.</p>



<p>Quando essas estruturas ruem, surge uma enorme angústia, um desconforto profundo diante do vazio de sentido. A partir daí, eles se veem forçados a encarar perguntas que antes evitavam:</p>



<p><em>“Quem sou eu quando deixo de ser parte desse nós?”</em></p>



<p><em>“O que realmente quero, e não apenas o que esperam de mim?”</em></p>



<p>O sofrimento do casal não vem apenas da separação, mas do luto por aquilo que acreditavam ser definitivo.</p>



<p>Esse conflito abre espaço para uma existência mais autêntica, ainda que atravesse perdas, culpa e solidão.</p>



<div style="height:80px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Confira o trailer da série! Se você ainda não assistiu, vale a pena adicionar na sua lista de séries para ver!</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Scenes From A Marriage | Trailer Oficial | HBO Max" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/kaKFOvUvzkY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<item>
		<title>Nós: O Atlântico em Solitário, de Tamara Klink &#124; “É assim que tudo acaba: com um novo começo”</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-livro-nos-o-atlantico-em-solitario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 13:58:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;É preciso ir longe, pelo menos uma vez na vida, para descobrir o prazer de estar de volta.&#8221; Deitada sobre o manto de areia, Observo o céu estrelado e reverencio os astros como se brilhassem para mim. A terra firme que outrora foi meu refúgio, Hoje me engole e me obriga a atracar nas suas camadas mais profundas. As estrelas agora parecem estar no mar, E num tom de aviso para não me aproximar, parece que só faz é me puxar, Quase como se me dissesse ser o único com o poder de me salvar. Suas águas profundas entoam meu nome como no canto de uma sereia. Submersa na vasta imensidão do azul do mar, Vejo que estou só e incompleta. Um feixe de luz irrompe na escuridão. Os sonhos me chamam de volta a superfície. Como um barco a navegar, Agora somos eu, as estrelas e as ondas do mar. &#8220;O medo de não conseguir partir se torna maior do que o medo de não completar a viagem.&#8221; &#8220;Será preciso aceitar que o barco nunca estará pronto. Nem eu.&#8221;&#8220;E que jamais terei certeza de que saberei fazer um caminho que nunca fiz.&#8221; &#8220;O resto do mundo não para só porque a gente se isolou dele.&#8221; &#8220;O primeiro perigo estava em ficar no lugar de onde eu vim, renunciar à pequena possibilidade do sonho e, todo dia, tomar a mesma decisão de adiar a descoberta de mim mesma.&#8221;</p>
<p>O post <a href="https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-livro-nos-o-atlantico-em-solitario/">Nós: O Atlântico em Solitário, de Tamara Klink | “É assim que tudo acaba: com um novo começo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://psicoprocida.com.br">Psicóloga Carolina Procida</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong>&#8220;É preciso ir longe, pelo menos uma vez na vida, para descobrir o prazer de estar de volta.&#8221;</strong></p></blockquote></figure>



<p>Deitada sobre o manto de areia,</p>



<p>Observo o céu estrelado e reverencio os astros como se brilhassem para mim.</p>



<p>A terra firme que outrora foi meu refúgio,</p>



<p>Hoje me engole e me obriga a atracar nas suas camadas mais profundas.</p>



<p>As estrelas agora parecem estar no mar,</p>



<p>E num tom de aviso para não me aproximar, parece que só faz é me puxar,</p>



<p>Quase como se me dissesse ser o único com o poder de me salvar.</p>



<p>Suas águas profundas entoam meu nome como no canto de uma sereia.</p>



<p>Submersa na vasta imensidão do azul do mar,</p>



<p>Vejo que estou só e incompleta.</p>



<p>Um feixe de luz irrompe na escuridão.</p>



<p>Os sonhos me chamam de volta a superfície.</p>



<p>Como um barco a navegar,</p>



<p>Agora somos eu, as estrelas e as ondas do mar.</p>



<div style="height:38px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;O medo de não conseguir partir se torna maior do que o medo de não completar a viagem.&#8221;</p></blockquote></figure>
</blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Será preciso aceitar que o barco nunca estará pronto. Nem eu.&#8221;<br>&#8220;E que jamais terei certeza de que saberei fazer um caminho que nunca fiz.&#8221;</p></blockquote></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;O resto do mundo não para só porque a gente se isolou dele.&#8221;</p></blockquote></figure>
</blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;O primeiro perigo estava em ficar no lugar de onde eu vim, renunciar à pequena possibilidade do sonho e, todo dia, tomar a mesma decisão de adiar a descoberta de mim mesma.&#8221;</p></blockquote></figure>
<p>O post <a href="https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-livro-nos-o-atlantico-em-solitario/">Nós: O Atlântico em Solitário, de Tamara Klink | “É assim que tudo acaba: com um novo começo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://psicoprocida.com.br">Psicóloga Carolina Procida</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Sexto Sentido (1999), de M. Night Shyamalan &#124; O que você vê?</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-filme-o-sexto-sentido-1999-de-m-night-shyamalan/</link>
					<comments>https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-filme-o-sexto-sentido-1999-de-m-night-shyamalan/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 01:03:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sinopse O Dr. Malcolm Crowe (Bruce Willis) é um conceituado psicólogo infantil que vive atormentado pela terrível lembrança de um jovem paciente que ele não conseguiu ajudar. Quando ele encontra Cole Sear (Haley Joel Osment), um garoto de oito anos assustado e confuso, o Dr. Crowe procura redimir seu erro do passado, fazendo tudo que pode pelo menino. Mas ele não está preparado para a descoberta do sexto sentido de Cole. Um filme sobre a vida após a morte e o luto Um psicólogo, um menino sensível e um mistério que envolve medo, silêncio e algo que está além do olhar comum. O que mais chama atenção é como o filme nos lembra que o mundo nunca se esgota naquilo que vemos. Há sentimentos não-ditos, dores não compartilhadas, presenças que são sentidas sem que se saiba como nomeá-las. Não os entendemos por completo, mas eles nos afetam profundamente. O menino Cole vive cercado por algo que ele percebe, mas não consegue compreender totalmente. E isso o assusta. O desconhecido, aquilo que não podemos controlar, aquilo que não cabe nos nossos planos, costuma gerar medo. Através da ajuda do Dr. Malcom, Cole descobre que o medo diminui quando se escuta aquilo que ele tenta comunicar. Às vezes, aquilo que mais evitamos é justamente o que mais precisa ser visto. Muitas vezes interpretamos uma situação sem enxergar tudo: o que o outro sente, o que não foi falado, o que precedeu o evento em questão e o que está escondido no silêncio. A finitude — o limite que torna possível qualquer sentido — é uma dessas coisas que quase nunca aparece diretamente. Vivemos alheios à morte&#8230; até que algo nos lembra, de repente, que somos finitos. É como se a vida tivesse camadas visíveis e invisíveis. E só quando conectamos as duas é que o sentido aparece. Quando fugimos da finitude, nossa própria vida fica mais estreita. Mas, quando olhamos para ela, mesmo que de relance, algo muda: O filme convida justamente a isso:&#160;reconhecer que existe algo da vida que não está à vista, mas que nos chama a olhar um pouco mais a fundo. Finitude não é o fim. É o lembrete silencioso de que a vida tem profundidades que nem sempre vemos de primeira. Todos vamos morrer. Ao nos depararmos com esse fato, somos impulsionados a fazer escolhas, diante de tudo o que o mundo nos apresenta como possibilidade, para então decidirmos o modo como desejamos viver. Essa decisão nos coloca em xeque porque uma vez que a morte bate à porta, todas estas possibilidades de existência são arrancadas de nossas mãos. Diante da certeza da morte, podemos escolher evitá-la ou encará-la.&#160; Assumir uma postura de indiferença perante o inevitável é algo que a maioria de nós fazemos.&#160; Isso acaba nos distanciando, gradativamente, da escolha por encará-la, ou seja, de aceitar todas as condições impostas por ela e assim, tornar-se um ser livre. Negar o próprio fim, até em uma perspectiva de transcender a morte, eternizando a existência, pode ser uma ilusão perigosa, no sentido de nos afastar da apropriação do nosso existir, da nossa vida aqui e agora. A vida não tem um sentido pré-determinado, ela é um eterno vazio. Cabe a cada um de nós preenchê-la e guiá-la. O sentido da vida advém das escolhas que tomamos e é a partir delas que o vazio se preenche, da construção da nossa própria história.</p>
<p>O post <a href="https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-filme-o-sexto-sentido-1999-de-m-night-shyamalan/">O Sexto Sentido (1999), de M. Night Shyamalan | O que você vê?</a> apareceu primeiro em <a href="https://psicoprocida.com.br">Psicóloga Carolina Procida</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Sinopse</strong></p>



<p>O Dr. Malcolm Crowe (Bruce Willis) é um conceituado psicólogo infantil que vive atormentado pela terrível lembrança de um jovem paciente que ele não conseguiu ajudar. Quando ele encontra Cole Sear (Haley Joel Osment), um garoto de oito anos assustado e confuso, o Dr. Crowe procura redimir seu erro do passado, fazendo tudo que pode pelo menino. Mas ele não está preparado para a descoberta do sexto sentido de Cole.</p>



<div style="height:68px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-video"><video height="1350" style="aspect-ratio: 1080 / 1350;" width="1080" controls src="https://psicoprocida.com.br/wp-content/uploads/2026/01/O-Sexto-Sentido.mp4" playsinline></video></figure>



<div style="height:47px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong><em>Um filme sobre a vida após a morte e o luto</em></strong></p>



<p>Um psicólogo, um menino sensível e um mistério que envolve medo, silêncio e algo que está além do olhar comum.</p>



<p>O que mais chama atenção é como o filme nos lembra que o mundo nunca se esgota naquilo que vemos.</p>



<p>Há sentimentos não-ditos, dores não compartilhadas, presenças que são sentidas sem que se saiba como nomeá-las. Não os entendemos por completo, mas eles nos afetam profundamente.</p>



<p>O menino Cole vive cercado por algo que ele percebe, mas não consegue compreender totalmente. E isso o assusta.</p>



<p>O desconhecido, aquilo que não podemos controlar, aquilo que não cabe nos nossos planos, costuma gerar medo.</p>



<p>Através da ajuda do Dr. Malcom, Cole descobre que o medo diminui quando se escuta aquilo que ele tenta comunicar.</p>



<p><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-black-color"><em>Às vezes, aquilo que mais evitamos é justamente o que mais precisa ser visto.</em></mark></p>



<div style="height:60px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="574" src="https://psicoprocida.com.br/wp-content/uploads/2026/01/ss-1024x574.jpg" alt="" class="wp-image-406 size-full" srcset="https://psicoprocida.com.br/wp-content/uploads/2026/01/ss-1024x574.jpg 1024w, https://psicoprocida.com.br/wp-content/uploads/2026/01/ss-300x168.jpg 300w, https://psicoprocida.com.br/wp-content/uploads/2026/01/ss-768x431.jpg 768w, https://psicoprocida.com.br/wp-content/uploads/2026/01/ss.jpg 1384w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-text-align-left">Muitas vezes interpretamos uma situação sem enxergar tudo: o que o outro sente, o que não foi falado, o que precedeu o evento em questão e o que está escondido no silêncio.</p>



<p>A finitude — o limite que torna possível qualquer sentido — é uma dessas coisas que quase nunca aparece diretamente.</p>
</div></div>



<div style="height:28px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Vivemos alheios à morte&#8230; até que algo nos lembra, de repente, que somos finitos.</p>



<p>É como se a vida tivesse camadas visíveis e invisíveis.</p>



<p>E só quando conectamos as duas é que o sentido aparece.</p>



<p>Quando fugimos da finitude, nossa própria vida fica mais estreita. Mas, quando olhamos para ela, mesmo que de relance, algo muda:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O tempo ganha valor;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Os vínculos se tornam mais presentes;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>O silêncio fica menos ameaçador;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>O medo transparece um sentido.</li>
</ul>



<p>O filme convida justamente a isso:&nbsp;<strong>reconhecer que existe algo da vida que não está à vista, mas que nos chama a olhar um pouco mais a fundo</strong>.</p>



<p>Finitude não é o fim.</p>



<p>É o lembrete silencioso de que a vida tem profundidades que nem sempre vemos de primeira.</p>



<div style="height:78px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Todos vamos morrer.</strong></p>



<p>Ao nos depararmos com esse fato, somos impulsionados a fazer escolhas, diante de tudo o que o mundo nos apresenta como possibilidade, para então decidirmos o modo como desejamos viver.</p>



<p>Essa decisão nos coloca em xeque porque uma vez que a morte bate à porta, todas estas possibilidades de existência são arrancadas de nossas mãos.</p>



<p>Diante da certeza da morte, podemos escolher evitá-la ou encará-la.&nbsp;</p>



<p>Assumir uma postura de indiferença perante o inevitável é algo que a maioria de nós fazemos.&nbsp;</p>



<p>Isso acaba nos distanciando, gradativamente, da escolha por encará-la, ou seja, de aceitar todas as condições impostas por ela e assim, tornar-se um ser livre.</p>



<p>Negar o próprio fim, até em uma perspectiva de transcender a morte, eternizando a existência, pode ser uma ilusão perigosa, no sentido de nos afastar da apropriação do nosso existir, da nossa vida aqui e agora.</p>



<p>A vida não tem um sentido pré-determinado, ela é um eterno vazio.</p>



<p>Cabe a cada um de nós preenchê-la e guiá-la.</p>



<p>O sentido da vida advém das escolhas que tomamos e é a partir delas que o vazio se preenche, da construção da nossa própria história.</p>
<p>O post <a href="https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-filme-o-sexto-sentido-1999-de-m-night-shyamalan/">O Sexto Sentido (1999), de M. Night Shyamalan | O que você vê?</a> apareceu primeiro em <a href="https://psicoprocida.com.br">Psicóloga Carolina Procida</a>.</p>
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		<item>
		<title>A Vegetariana, de Han Kang</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-livro-a-vegetariana-de-han-kang/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 16:34:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Nos sonhos, tudo parece real, mas ao acordar descobrimos que não é assim&#8230; Por isso, quando a gente acordar, quem sabe&#8230;&#8221; &#8220;É sobre uma mulher que recusa a violência de uma maneira perfeccionista. Até chegar a um estado que é irreconciliável com o mundo.&#8221; Autora Han Kang, em entrevista à Folha de S. Paulo, 21 de agosto de 2025&#160; &#8220;(&#8230;) Passei por uma cortininha de palha, e então eu vi. Centenas de pedaços de carne, uns pedaços enormes, estavam pendurados em sarrafos. De alguns deles pingavam gotas de sangue vermelho ainda fresco. Abri caminho por incontáveis pedaços de carne, mas não conseguia encontrar a saída do outro lado. Meu vestido branco ficou completamente encharcado de sangue.” Yeonghye teve um sonho. E a partir desse sonho, floresce nela um despertar: parar de comer carne. Ficamos sem saber o que ela pensa a respeito da sua escolha, pois só parece haver espaço para a narrativa daqueles que convivem ao seu redor. Parte I &#124; A Vegetariana Narrativa de Cheong, o marido. &#8220;Nunca tinha me ocorrido que minha esposa era uma pessoa especial até ela adotar o estilo de vida vegetariano. Para ser bem franco, não me senti atraído por ela na primeira vez que a vi. (&#8230;) Acabei me casando porque ela não tinha nenhum charme especial, e também por não ter notado defeitos muito gritantes. Uma personalidade dessas, sem frescor, brilhantismo ou refinamento, me deixava confortável.” Cheong se apresenta ao leitor como a personificação do machismo e exala um apelo à mediocridade.&#160; Frente a este ato de ousadia de Yeonghye, cheong faz questão de reforçar que ela não possui poder de fala.&#160; Inabalado ao se deparar com o profundo sofrimento de sua esposa, não demonstra interesse, nem sequer por um momento, por uma tentativa de compreende-la. Parte II &#124; A Mancha Mongólica Narrativa de Hyung, o cunhado. &#8220;Foi nesse instante que lhe veio a imagem de uma flor azul-esverdeada, da cor do mar, saindo do meio das nádegas de uma mulher. A possibilidade de sua cunhada, irmã mais nova da sua esposa, ainda ter a mancha mongólica na bunda o intrigou. Inexplicavelmente, ele associou a informação à ideia de homens e mulheres, com flores pintadas pelo corpo, copulando, formando em sua cabeça uma clara relação de causa e efeito.” Hyung escancara a violência da objetificação sexual. Se aproveita sordidamente da vulnerabilidade de Yeonghye para consumar os seus próprios desejos. Não lhe atribuem a possibilidade de ter desejos próprios, pelo contrário, impõem que se recolha à sua insignificância e atenha-se às normas impostas, para não atormentar a vida dos outros. Parte III &#124; A Árvore em Chamas Narrativa de Inhye, a irmã. &#8220;Yeonghye era quatro anos mais nova que ela. Talvez por essa distância, elas cresceram sem passar por brigas e desentendimentos, tão comuns entre irmãs. Desde a época em que apanhavam da mão pesada do pai, Yeonghye era alguém a quem ela devia proteger, alguém que despertava seu senso de responsabilidade, algo muito parecido ao instinto materno. Acompanhava com espanto e fascínio o crescimento da irmãzinha, que antes vivia de calcanhar sujo e cujo nariz se enchia de brotoejas no verão, e que crescia e já se preparava para casar. Lamentava apenas que ela falasse cada vez menos conforme ia ficando mais velha. Assim como a irmã, ela também tinha uma personalidade circunspecta, mas sabia ser simpática conforme a situação. Em contrapartida, era sempre difícil adivinhar o que se passava no coração e na cabeça de Yeonghye, tanto que às vezes a sentia como uma estranha.” Inhye traz o olhar da vivência de uma mulher cuja pele foi ferreteada por inúmeras violências. A partir desta narrativa, é possível dimensionar a magnitude da opressão sob a qual ambas as irmãs viviam, já existente há muito tempo, precedente à manifestação do vegetarianismo de Yeonghye.&#160; Se observa a progressiva desumanização da mulher condenada a uma existência encarcerada. À ela é rejeitada qualquer expressão de liberdade, de modo que seu corpo encontra a diligência aos vegetais como uma forma de resistência. Yeonghye é rapidamente condenada como louca, e com algum distúrbio mental, por uma sociedade que não reconhece outra forma de existir, de figuras femininas, que não aquelas condizentes com as normas inibidoras de qualquer expressão de desejo e quereres próprios. Seu silêncio a torna incompreensível ao outro e tensiona a brutalidade na qual está imersa. A leitura deste livro desperta uma reflexão que caminha na direção do que Djamila Ribeiro traz em seu livro “O que é Lugar de Fala?”, quando aponta: “Necessariamente, as narrativas daquelas que foram forçadas ao lugar do Outro, serão narrativas que visam trazer conflitos necessários para a mudança. O não ouvir é a tendência a permanecer num lugar cômodo e confortável daquele que se intitula poder falar sobre os Outros, enquanto esses Outros permanecem silenciados.”</p>
<p>O post <a href="https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-livro-a-vegetariana-de-han-kang/">A Vegetariana, de Han Kang</a> apareceu primeiro em <a href="https://psicoprocida.com.br">Psicóloga Carolina Procida</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Nos sonhos, tudo parece real, mas ao acordar descobrimos que não é assim&#8230; Por isso, quando a gente acordar, quem sabe&#8230;&#8221;</p>
</blockquote>



<p></p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;É sobre uma mulher que recusa a violência de uma maneira perfeccionista. Até chegar a um estado que é irreconciliável com o mundo.&#8221;</p><cite>Autora Han Kang, em entrevista à Folha de S. Paulo, 21 de agosto de 2025&nbsp;</cite></blockquote></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p></p>
</blockquote>



<p><em>&#8220;(&#8230;) Passei por uma cortininha de palha, e então eu vi. Centenas de pedaços de carne, uns pedaços enormes, estavam pendurados em sarrafos. De alguns deles pingavam gotas de sangue vermelho ainda fresco. Abri caminho por incontáveis pedaços de carne, mas não conseguia encontrar a saída do outro lado. Meu vestido branco ficou completamente encharcado de sangue.”</em></p>



<p>Yeonghye teve um sonho.</p>



<p>E a partir desse sonho, floresce nela um despertar: parar de comer carne.</p>



<p>Ficamos sem saber o que ela pensa a respeito da sua escolha, pois só parece haver espaço para a narrativa daqueles que convivem ao seu redor.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Parte I | A Vegetariana</h2>



<p>Narrativa de Cheong, o marido.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<p><em>&#8220;Nunca tinha me ocorrido que minha esposa era uma pessoa especial até ela adotar o estilo de vida vegetariano. Para ser bem franco, não me senti atraído por ela na primeira vez que a vi. (&#8230;) Acabei me casando porque ela não tinha nenhum charme especial, e também por não ter notado defeitos muito gritantes. Uma personalidade dessas, sem frescor, brilhantismo ou refinamento, me deixava confortável.”</em></p>



<p>Cheong se apresenta ao leitor como a personificação do machismo e exala um apelo à mediocridade.&nbsp;</p>



<p>Frente a este ato de ousadia de Yeonghye, cheong faz questão de reforçar que ela não possui poder de fala.&nbsp;</p>



<p>Inabalado ao se deparar com o profundo sofrimento de sua esposa, não demonstra interesse, nem sequer por um momento, por uma tentativa de compreende-la.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Parte II | A Mancha Mongólica</h2>



<p>Narrativa de Hyung, o cunhado.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;Foi nesse instante que lhe veio a imagem de uma flor azul-esverdeada, da cor do mar, saindo do meio das nádegas de uma mulher. A possibilidade de sua cunhada, irmã mais nova da sua esposa, ainda ter a mancha mongólica na bunda o intrigou. Inexplicavelmente, ele associou a informação à ideia de homens e mulheres, com flores pintadas pelo corpo, copulando, formando em sua cabeça uma clara relação de causa e efeito.”</em></p>
</blockquote>



<p>Hyung escancara a violência da objetificação sexual.</p>



<p>Se aproveita sordidamente da vulnerabilidade de Yeonghye para consumar os seus próprios desejos.</p>



<p>Não lhe atribuem a possibilidade de ter desejos próprios, pelo contrário, impõem que se recolha à sua insignificância e atenha-se às normas impostas, para não atormentar a vida dos outros.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading">Parte III | A Árvore em Chamas</h2>



<p>Narrativa de Inhye, a irmã.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;Yeonghye era quatro anos mais nova que ela. Talvez por essa distância, elas cresceram sem passar por brigas e desentendimentos, tão comuns entre irmãs. Desde a época em que apanhavam da mão pesada do pai, Yeonghye era alguém a quem ela devia proteger, alguém que despertava seu senso de responsabilidade, algo muito parecido ao instinto materno. Acompanhava com espanto e fascínio o crescimento da irmãzinha, que antes vivia de calcanhar sujo e cujo nariz se enchia de brotoejas no verão, e que crescia e já se preparava para casar. Lamentava apenas que ela falasse cada vez menos conforme ia ficando mais velha. Assim como a irmã, ela também tinha uma personalidade circunspecta, mas sabia ser simpática conforme a situação. Em contrapartida, era sempre difícil adivinhar o que se passava no coração e na cabeça de Yeonghye, tanto que às vezes a sentia como uma estranha.”</em></p>
</blockquote>



<p>Inhye traz o olhar da vivência de uma mulher cuja pele foi ferreteada por inúmeras violências.</p>



<p>A partir desta narrativa, é possível dimensionar a magnitude da opressão sob a qual ambas as irmãs viviam, já existente há muito tempo, precedente à manifestação do vegetarianismo de Yeonghye.&nbsp;</p>



<p>Se observa a progressiva desumanização da mulher condenada a uma existência encarcerada. À ela é rejeitada qualquer expressão de liberdade, de modo que seu corpo encontra a diligência aos vegetais como uma forma de resistência.</p>



<p>Yeonghye é rapidamente condenada como louca, e com algum distúrbio mental, por uma sociedade que não reconhece outra forma de existir, de figuras femininas, que não aquelas condizentes com as normas inibidoras de qualquer expressão de desejo e quereres próprios.</p>



<p>Seu silêncio a torna incompreensível ao outro e tensiona a brutalidade na qual está imersa.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A leitura deste livro desperta uma reflexão que caminha na direção do que Djamila Ribeiro traz em seu livro “O que é Lugar de Fala?”, quando aponta:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Necessariamente, as narrativas daquelas que foram forçadas ao lugar do Outro, serão narrativas que visam trazer conflitos necessários para a mudança. O não ouvir é a tendência a permanecer num lugar cômodo e confortável daquele que se intitula poder falar sobre os Outros, enquanto esses Outros permanecem silenciados.”</p>
</blockquote>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex">
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</div>



<p></p>
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			</item>
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		<title>A Caça (2012), de Thomas Vinterberg &#124; A sua verdade tem lugar?</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/reflexao-sobre-o-filme-a-caca-2012/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 23:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perante o poder da mentira, todos estamos destinados a uma queda fatal. À medida em que sufoca a dúvida, o mundo se encolhe perante a força da sua presença. E este parece ser um caminho sem volta. Uma vez convencido de que a mentira se fez realidade, é custoso desacreditar dos monstros que criamos e alimentamos. Haveria, então, um caminho para se apoderar da verdade absoluta? Nessa corrida incessante pelo monopólio da narrativa, é preciso ser hábil com as palavras. Se não faz parte do clã dos convincentes, sua versão da verdade não tem lugar.&#160; A queda fatal se aproxima quando começa a se indagar qual outra possibilidade haveria senão aquela contada pela mentira. A fim de que espalharam essa narrativa? Em um mundo repleto de contradições, a mentira se alastra com uma certa facilidade.&#160; Corre no boca a boca tal como uma sinfonia. Sua melodia é muito atraente, parece até que foi feita sob medida para hipnotizar os seus ouvintes. Imerso nesta teia de falsas verdades, a bússola que outrora indicava meu Norte cessa de existir. Minha verdade parece habitar outro continente e eu já não mais reconheço a distância que nos separa. Embriagado pelas notas sedutoras destas tantas melodias, cambaleio pelas ruas lúgubres que engoliram a partitura uma vez escrita por mim.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Sinopse</strong></p>



<p>Lucas acaba de dar entrada em seu divórcio. Ele tem um novo emprego na creche local, uma nova namorada e está ansioso pela visita de natal de seu filho, Marcus.&nbsp;</p>



<p>Mas o espírito de natal desaparece quando Klara, uma aluna de cinco anos de idade, faz uma acusação de abuso contra Lucas, o que desencadeia o ódio de toda a comunidade em que ele vive.</p>
</blockquote>
</blockquote>



<div style="height:78px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Perante o poder da mentira, todos estamos destinados a uma queda fatal.</p>



<p>À medida em que sufoca a dúvida, o mundo se encolhe perante a força da sua presença.</p>



<p>E este parece ser um caminho sem volta. Uma vez convencido de que a mentira se fez realidade, é custoso desacreditar dos monstros que criamos e alimentamos.</p>



<p>Haveria, então, um caminho para se apoderar da verdade absoluta?</p>



<p>Nessa corrida incessante pelo monopólio da narrativa, é preciso ser hábil com as palavras.</p>



<p>Se não faz parte do clã dos convincentes, sua versão da verdade não tem lugar.&nbsp;</p>



<p>A queda fatal se aproxima quando começa a se indagar qual outra possibilidade haveria senão aquela contada pela mentira.</p>



<p>A fim de que espalharam essa narrativa?</p>



<div style="height:82px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Em um mundo repleto de contradições, a mentira se alastra com uma certa facilidade.&nbsp;</p>



<p>Corre no boca a boca tal como uma sinfonia. Sua melodia é muito atraente, parece até que foi feita sob medida para hipnotizar os seus ouvintes.</p>



<p>Imerso nesta teia de falsas verdades, a bússola que outrora indicava meu Norte cessa de existir.</p>



<p>Minha verdade parece habitar outro continente e eu já não mais reconheço a distância que nos separa.</p>



<p>Embriagado pelas notas sedutoras destas tantas melodias, cambaleio pelas ruas lúgubres que engoliram a partitura uma vez escrita por mim.</p>



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<p></p>
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		<title>A Louca da Casa, de Rosa Montero &#124; O que te move a viver a vida em sua plenitude?</title>
		<link>https://psicoprocida.com.br/reflexao-do-livro-a-louca-da-casa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[carolinapr]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 14:28:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensando sobre livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A louca da casa, Sra. Imaginação, sussurra no seu ouvido. Você a escuta? Há muito tempo não a ouço, pois, a efêmera e empobrecida racionalidade me conduz pelo cabresto. Estou enterrada dentro de mim, asfixiada pela censura dos meus pensamentos. Enlouqueci.&#160; Preciso me afastar da minha realidade e partir para flutuar no vazio. Esse mundo que me habita precisa se entregar ao silêncio, para que eu possa, enfim, explorar esse terreno desconhecido. Pequenos relances da vida que uma vez vivi estão capturados na memória. O passado teima em ser o algoz do meu presente. Há tantas versões de mim aqui dentro.&#160; Não podem passar despercebidas diante dos meus olhos. Sigo na busca pelos sentidos. &#8220;Todos nós guardamos um livro, talvez um grande livro, mas que no tumulto de nossa vida interior é raro que emerja ou o faz tão rapidamente que não temos tempo de capturá-lo” &#8220;O traumático não é sempre o que faz barulho, mas o que fica mudo. E a partir do silêncio faz barulho” &#8220;Sempre há lugar para duvidar sobre se o que a gente faz tem algum sentido. Daí provém em grande medida nossa fragilidade” &#8220;Fico fascinada com essa ansiedade de perdurar, porque me parece estapafúrdia. o tempo tritura tudo, deforma e apaga tudo” &#8220;A realidade não passa de uma tradução redutora da enormidade do mundo, e o louco é aquele que não se acomoda a essa linguagem” &#8220;Assim passamos a vida, almejando aquilo que é maior do que nós, o pó das estrelas que um dia fomos” &#8220;A paixão talvez seja o exercício criativo mais comum da terra (quase todos nós já nos inventamos algum dia um amor) e é a nossa via mais habitual de conexão com a loucura” Trechos da obra &#8220;A Louca da Casa&#8221;, de Rosa Montero</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A louca da casa, Sra. Imaginação, sussurra no seu ouvido. Você a escuta?</p>



<p>Há muito tempo não a ouço, pois, a efêmera e empobrecida racionalidade me conduz pelo cabresto.</p>



<p>Estou enterrada dentro de mim, asfixiada pela censura dos meus pensamentos.</p>



<p>Enlouqueci.&nbsp;</p>



<p>Preciso me afastar da minha realidade e partir para flutuar no vazio.</p>



<p>Esse mundo que me habita precisa se entregar ao silêncio, para que eu possa, enfim, explorar esse terreno desconhecido.</p>



<p>Pequenos relances da vida que uma vez vivi estão capturados na memória.</p>



<p>O passado teima em ser o algoz do meu presente.</p>



<p>Há tantas versões de mim aqui dentro.&nbsp;</p>



<p>Não podem passar despercebidas diante dos meus olhos.</p>



<p>Sigo na busca pelos sentidos.</p>



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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Todos nós guardamos um livro, talvez um grande livro, mas que no tumulto de nossa vida interior é raro que emerja ou o faz tão rapidamente que não temos tempo de capturá-lo”</p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;O traumático não é sempre o que faz barulho, mas o que fica mudo. E a partir do silêncio faz barulho”</p></blockquote></figure>
</blockquote>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Sempre há lugar para duvidar sobre se o que a gente faz tem algum sentido. Daí provém em grande medida nossa fragilidade”</p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Fico fascinada com essa ansiedade de perdurar, porque me parece estapafúrdia. o tempo tritura tudo, deforma e apaga tudo”</p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;A realidade não passa de uma tradução redutora da enormidade do mundo, e o louco é aquele que não se acomoda a essa linguagem”</p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;Assim passamos a vida, almejando aquilo que é maior do que nós, o pó das estrelas que um dia fomos”</p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>&#8220;A paixão talvez seja o exercício criativo mais comum da terra (quase todos nós já nos inventamos algum dia um amor) e é a nossa via mais habitual de conexão com a loucura”</p><cite>Trechos da obra &#8220;A Louca da Casa&#8221;, de Rosa Montero</cite></blockquote></figure>



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<p></p>
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